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A ideia de negócio

Será que a minha ideia se pode transformar num negócio?

Talvez um dos perigos mais notórios para quem está a pensar criar um negócio seja a falta de objetividade. O produto ou serviço parece como excelente, os clientes como um dado adquirido, a concorrência como inexistente. Sabemos que é importante acreditar, mas acreditar cegamente não costuma ser uma boa opção. Convém ter uma saudável desconfiança da ideia. Criticá-la e ver se ela se "consegue defender". Se somos nós os primeiros a fazer isso, será mais fácil dialogar com os outros, sejam investidores ou colaboradores. Para que uma ideia de negócio seja viável é necessário que ultrapasse três "testes": técnico, comercial e financeiro.

Viabilidade técnica

A primeira condição que uma ideia de negócio tem de cumprir é ser possível de realizar, isto é, que o produto ou serviço que se pretende colocar no mercado se consiga efetivamente produzir ou fornecer.

Outra condição fundamental relacionada com a anterior, é que seja realizável pela equipa envolvida na nova empresa, as pessoas que promovem esse projeto deverão ter os conhecimentos necessários ou ter acesso a quem os tenha.

É por esta razão que muitas novas empresas começam num setor de atividade no qual o empreendedor já trabalhou antes por conta de outrem. Aí adquiriu experiência e um conhecimento profundo do negócio, que pode aplicar na sua empresa. 

Viabilidade comercial

Outro fator importante para o sucesso é o facto de o produto ou serviço ter que ser vendável. Provavelmente, este é o aspeto mais decisivo e também o mais difícil de confirmar antecipadamente.

É conveniente falar com potenciais clientes e conhecer a sua possível adesão ao novo produto ou serviço. Convém ter presente que é muito fácil sobrevalorizar uma ideia original (ou que pensamos ser original) e acreditar que vai agradar a muita gente.

Não podemos também esquecer o posicionamento de preço que pretendemos. Mais uma vez, o assunto é mais difícil em produtos ou serviços que são novidade, devido à falta de comparabilidade. No caso de atuarmos num mercado já existente teremos de comparar com os preços já praticados pelos concorrentes. Em resumo, convém ser prudente relativamente à nossa ideia e aferir a sua viabilidade junto do mercado. 

Viabilidade financeira

Tendo concluído que a ideia é técnica e comercialmente viável, precisamos de a validar financeiramente.  Para tal importa estudar as duas vertentes do negócio: os proveitos e os custos.

Relativamente aos proveitos, devemos ter em conta os elementos da análise comercial, nomeadamente, o preço e previsão de vendas.

Ao nível dos custos teremos de fazer um estudo cuidadoso para os conhecermos com rigor, na sua vertente fixa e variável.

Os custos fixos são aqueles que não dependem do nível de atividade da empresa. Podem ser as rendas, salários, seguros, gastos administrativos, aluguer de equipamentos ou eventuais juros de empréstimos.

Os custos variáveis são os que variam com o nível de atividade. Matérias-primas, comissões, deslocações, energia, são alguns exemplos.

Com base nos dados obtidos, proveitos e custos, podemos fazer um cálculo simples para averiguar qual é o nível de atividade a partir do qual a empresa gera lucro.